Já não ouço bem o tique-taque
pulsante do horizonte...
Escondeu-se atrás do monte,
turvo, do cotidiano de araque.
Mudanças no cenário, que se esfuma
ou as minhas retinas escureceram?
O azul tem gosto de absinto...
O verde já não refresca os olhos.
Cresce um jardim de abrolhos
na garganta, que é labirinto...
As cores se decompõem em brumas
ou os meus sentidos entristeceram?
Então, cada pisada é um tropeço.
Caí num ardil; meu próprio laço.
E as palavras são o descompasso
dessa poetisa virada ao avesso.
Tudo ao meu redor se desapruma.
Vou à flor da pele; quimeras se perderam...
Só ficou o templo que as esperanças alçaram...
Na expectativa de chegarem mudanças boas.
Enquanto isso vou escrevendo novas loas
pra chamar de volta os sonhos que sumiram.
Rosemarie Schossig Torres
pulsante do horizonte...
Escondeu-se atrás do monte,
turvo, do cotidiano de araque.
Mudanças no cenário, que se esfuma
ou as minhas retinas escureceram?
O azul tem gosto de absinto...
O verde já não refresca os olhos.
Cresce um jardim de abrolhos
na garganta, que é labirinto...
As cores se decompõem em brumas
ou os meus sentidos entristeceram?
Então, cada pisada é um tropeço.
Caí num ardil; meu próprio laço.
E as palavras são o descompasso
dessa poetisa virada ao avesso.
Tudo ao meu redor se desapruma.
Vou à flor da pele; quimeras se perderam...
Só ficou o templo que as esperanças alçaram...
Na expectativa de chegarem mudanças boas.
Enquanto isso vou escrevendo novas loas
pra chamar de volta os sonhos que sumiram.
Rosemarie Schossig Torres
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