terça-feira, 27 de outubro de 2015

Quando As Margaridas Choram






Ah essa tristeza que lavra a poesia,
represa que eu não quero desbordar,
estancada sob o tapete da memória.
Em cima plantei um canteiro de flores.

E às vezes as margaridas choram...
Uma água que corre fora da estação.
Em pétalas perdidas vão as mágoas .
Voam pelo desvão do tempo passado.

Alegrias que destoam surgem súbitas.
Gravitam na atmosfera, cantos de ave.
Lenitivo suave que acolchoa a vereda.
Rasgo a seda da solidão e sigo adiante.

Rosemarie Schossig Torres

3 comentários:

  1. Lindo e delicado!
    Adoro margaridas são tão delicadas,simples e fortes.
    Elas me lembram o sol no meio das nuvens.

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  2. Ô Amada estou em dívida com teus comentários. Pois é, as margaridas...são muito amadas. Adorei a figura do sol entre as nuvens. É verdade! Agradeço o carinho. Beijos.

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