
A máscara está jogada num canto.
Espera até que chegue a sua hora.
Será quando aflora o desencanto...
Aí virá falsificando risos de outrora.
Farsa necessária; evita perguntas.
E levita ante o rosto triste a alegria,
tampa desgostos; as sortes defuntas;
sob o tapete sujidades da melancolia.
Júbilo em falsete; descontenta o rival.
Ostenta na face as cores da ventura,
tintas estudadas( a vida segue igual...).
Em cima da tristeza camadas de pintura.
Por agora segue a máscara guardada...
Não é preciso usar essa casca; que bom!
O azar, indeciso, dança; perdeu a jogada.
Os guizos da bonança impõem o seu tom.
Rosemarie Schossig Torres
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