domingo, 16 de agosto de 2015

Novo Firmamento


Estranha raiva range com o vento...
Arreganha os dentes, cão de agosto!
Imprecação vã para um réu sem rosto.
Revoltos os céus, trovejam elementos.

Soltos os cachorros, fúria vai sem freio.
Depois passada a procela cai na poesia.
Cinza sai da tela, o duro cenho esvazia.
Rancor suspira, apaziguados os anseios.

Pombas da paz as rimas ensaiam adejos,
nesse novo firmamento, face da bonança.
E a passo lento toda exaltação descansa
pousada nos versos, sorri e manda beijos.

Rosemarie Schossig Torres

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