quarta-feira, 12 de dezembro de 2012


Palavras Verdes

Saboreio um poema; está só nos preâmbulos.
Dilemas remoídos; fotogramas das retinas...
As idéias que se esparramam pelas esquinas.
Mesclo tudo às minhas emoções num casulo.

Sensações aí circunscritas... Um baú de mim.
Os anseios, afãs são borboletas alvoroçadas,
assediam pensamentos para serem versejadas.
Mas a poesia é tímida e se esconde até o fim...

Palavras ainda verdes borbulham pelas linhas.
Versos fazem cócegas no firmamento da boca.
Vertem sentimentos no papel, alma inequívoca.
O que não pode ser dito ponho nas entrelinhas.

Exponho inspirações brutas; é ode em embrião.
Falta tracejar um corpo; o rosto por desabrochar.
Tenho pressa... inútil; esse tempo é difícil contar.
Mas não importa; cada peça vive em meu coração.

Rosemarie Schossig Torres

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